Desde quando não haviam certezas, eu sempre soube. quando tudo ainda não passava de uma esperançosa possibilidade, eu já previa com destreza os passos subsequentes. acontece que imaginar é apenas uma amostra apática do que seria realmente experimentar.
e como nem tudo sai conforme o planejado, muita coisa acabou ficando fora do lugar. como nem todo fato acontece de acordo com as expectativas criadas em torno dele, muitas atitudes deixaram à desejar. acontece que ninguém tem obrigação de adivinhar o que você espera, é difícil conseguir o que quer se nem você mesmo sabe o que é.
ninguém é perfeito.
ninguém ainda aprendeu a ler pensamentos.
acontece que quando se ama de verdade, existe a vontade de ser sempre o melhor que se possa ser. existe sim o desejo de chegar o mais perto possível da perfeição - se não puder tocá-la, que ao menos a tangencie.
muitas pessoas estufam o peito ao dizer que não cedem, muitas dessas mesmas pessoas enganam-se achando que realmente gostam de alguém. amor requer cuidado, carinho, precisa ser tratado com respeito. amor não é auto-suficiente, precisa ser diariamente alimentado. amor se constrói num substrato de pequenas atitudes que se transformam em gestos inesquecíveis, tornam-se fotografias guardadas na memória.
atropele o orgulho que tanto tenta impedí-lo de dizer e fazer o que mais tem vontade. passe por cima de qualquer sentimento que o impessa de fazer o que você sente. se ainda assim estiver hesitante, coloque prós e contras em cima da balança. pense, repense, considere, reconsidere, arrisque-se. perca o medo de se machucar, mas, sobretudo, perca também o medo de ser feliz.
e enquanto estiver feliz não se esqueça de não se privar de mostrar os dentes pra quem quiser vê-los.
na minha balança não existe um só peso do lado de lá.
hoje não é nenhuma data especial, estou só sendo fiel à espontaneidade mesmo
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